
De acordo com o supervisor do Núcleo de Teleatendimento da
Ciops, major Victor Souza dos Santos, o volume de trotes corresponde a cerca de
20% do total de atendimentos feitos pela coordenadoria por ano. Até o mês
passado, a Ciops recebeu 5.878.611 ligações - a média diária foi de 19.337,54.
No mesmo período do ano passado, o número de trotes registrados foi de
1.378.114 ligações - 23,7% a mais.
Os trotes são destinados às polícias Civil e Militar e ao
Corpo de Bombeiros. “Isso nos preocupa porque, enquanto a viatura está numa
falsa ocorrência, deixa de atender o caso de alguém que está realmente
necessitando de socorro. A linha telefônica também fica ocupada enquanto
poderíamos estar recebendo uma ocorrência verídica”, lamentou o major.
Para o tenente-coronel Marinho Russo, coordenador da Ciops,
o prejuízo não é maior porque nem todos os trotes geram ocorrências, com envio
de viaturas. Na maioria dos casos, as atendentes perceberam que as chamadas
eram falsas e encerram as ligações. Ainda assim, neste ano, 5.631 ligações
culminaram com o envio de viaturas aos locais das possíveis ocorrências. No ano
passado, foram deslocadas viaturas em 5.110 ocasiões.
“A situação é preocupante. Trabalhamos diariamente para
tentar reduzir esses números. Existem casos em que o simples fato da atendente
dizer que sabe de onde a ligação está sendo feita já faz com que a pessoa
desligue”, avaliou Russo.
Conscientização
Conforme o major Victor Souza, a maioria das chamadas é
realizada por crianças e adolescentes e se origina de telefones públicos dentro
das escolas. Para evitar esse tipo de situação, a Ciops realiza campanhas de
conscientização. “Quando há alguma visita da Polícia Militar às escolas,
principalmente durante os aniversários da Ciops (22 de janeiro), costumamos
realizar palestras e campanhas educativas para inibir essa prática”, afirmou o
supervisor.
Entretanto, os trotes continuam ocorrendo. Alguns, por
motivos curiosos. “Tem pessoas que ligam simplesmente para verem a viatura
passando pela rua”, disse Victor Souza. Conforme o major, o problema causa
desconfiança nas ocorrências por parte dos policiais.
Saiba mais
A Ciops foi criada em 12 de agosto de 1998, pelo decreto nº
25.133, que a tornou parte integrante da estrutura da Secretaria da Segurança
Pública e Defesa da Social (SSPDS). O órgão foi inaugurado oficialmente em 22
de janeiro de 1999.
Atualmente, a coordenadoria atende todos municípios da
Região Metropolitana. O atendimento das chamadas é feito a partir de 28
posições de atendimento, que funcionam 24 horas por dia. Funcionários se
revezam na função, em quatro turnos de seis horas cada.
A Ciops atende pelo número 190.
O que diz a lei
O trote é considerado crime, segundo o Código Penal
Brasileiro.
Art. 340: “Provocar a ação de autoridade, comunicando-lhe a
ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado”. Pena:
detenção, de um a seis meses, ou multa.
A repetição do trote também incorre em penalidade, conforme
o artigo 71: “Quando o agente pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e,
pelas condições de tempo, lugar, maneira de execução e outras semelhantes,
devem os subsequentes ser havidos como continuação do primeiro, aplica-se-lhe a
pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas,
aumentada, em qualquer caso, de um sexto a dois terços”.
Fonte: O POVO
2 comentários:
São os bandidos que mandam ou passam trotes, para desviar a tenção da policia, enquanto eles se preparam para agir em determinada area. O trafico rola solto por isso. a policia é acionada para uma rua, enquanto eles trafegam pela outra. A policia é que precisa estar atenta.
Eu bato muito na Pm pelos os erros q ela comete,mais passar trote é uma vergonha isso tem q acabar,trotes atrapalham muito os trabalhos e quem precisa de verdade nao é socorrido por causa de um babaca q nao tem o q fazer e faz uma palhaçada dessa
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