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quinta-feira, 2 de agosto de 2018

O INCENTIVO PÚBLICO AOS BAILES FUNKS E OUTROS MALES

Nosso cotidiano está cercado de situações em que simplesmente não paramos para refletir o real motivo das coisas. Talvez seja por isso que não se iniciou um sério debate a respeito do desperdício de dinheiro público na realização de festas públicas enquanto faltam recursos para serviços essenciais na saúde e educação, por exemplo. Reza a cartilha dos administradores a fraude de que esses eventos “movimentam a economia”, só não se divulgam os desperdícios acumulados desde a contratação dos artistas até aos gastos com a violência e desastres no trânsito, etc.. Só que no mundo das realidades, o que interessa são os fatos. É cada vez mais comum, por exemplo, a colocação de telões nos shows com a divulgação de cenas promovendo a imagem dos gestores locais, numa afronta grotesca ao princípio constitucional da impessoalidade, que veda tal artifício. Os próprios artistas, que por uma dessas ironias são muito bem pagos pelos contribuintes, regularmente costumam exagerar nesse tipo de promoção no ato de suas exibições. O problema é que para a esmagadora maioria dos foliões, a Constituição é um desses negócios estranhos que por ventura não pode ser utilizado para parâmetro algum, desde que não seja para alegar seus direitos. Outra questão que precisa ser conversada diz respeito à avacalhação que virou moda nas festas públicas que seria a sua transformação em verdadeiros bailes funks, com todas as suas apologias criminosas, inclusive nos recentes tradicionais festivais de quadrilhas juninas. Chama-nos especialmente atenção a tara dos compositores desse estilo pela exaltação ao crime e suas facções, à sexualidade infantil, ao consumo de drogas, às palavras de calão e tantos outros maus gostos possíveis. Num país sério, o que não é o nosso caso, isso seria motivo suficiente para censura e proibição ao estímulo dessa praga (que é promovido acredite, com o nosso dinheiro). Mas estamos no Brasil, onde qualquer crítica nesse sentido é considerada “preconceito da elite branca contra a cultura da comunidade”. Há alguma estranha relação envolvendo o mau investimento de dinheiro público, passando desde a promoção indevida de servidores públicos ao estímulo dos “bailes de favela” que precisamos.

Por Roberto Fernandes Pessoa – 1º TEN QOPM

6 comentários:

Anônimo disse...

BAILES FUNKS E COISA QUE SÓ CHAMA A MARGINALIDADE PARA O LOCAL, O INCENTIVO PUBLICO TERIA DE IR ERA PARA AS ESCOLAS E NÃO PARA UMA COISA QUE SÓ AGLOMERA LADROES, TRAFICANTES E PROSTITUIÇÃO OU SEJA SÓ VAI TER VAGABUNDAGEM.

Anônimo disse...

Hj em dia e tanta mazela que o brasileiro já Sabi de tudo isso ai

Anônimo disse...

Excelente reflexão. Parabéns

Anônimo disse...

Compartilho da mesma opinião do oficial. E é lamentável que o pais inteiro esteja contaminado com esse lixo. E quando eu digo inteiro, é inteiro mesmo: Das classes mais altas às mais baixas, da região sudeste até os menores interiores aqui do Ceará/Piauí.
Eu não tenho esperança nessa geração de jovens, não. Já considero perdida, com exceção de alguns que não deixam entrar nessa moda infeliz do funk, rap, forró inspirado em funk, essas drogas todas

Anônimo disse...

aqui em granja tinha um coro no intervalo de uma banda para outra os dj tocava o tal proibidao tinha uma q falava vai tomar no c..... e todo mundo cantava ate eu tava chapado ja

Anônimo disse...

mas também vi crianças com seus pais na hora dos dj