quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

PRESA EM FLAGRANTE, MULHER VENDIA DIPLOMAS DO ENSINO MÉDIO PELO FACEBOOK A 150 REAIS.

Técnica em enfermagem criou perfis falsos para negociar certificados de conclusão do Ensino Médio que falsificava.

Obter um diploma de conclusão do Ensino Médio custa três anos de estudo e dedicação. Contudo, nas mãos de uma mulher, presa em flagrante na tarde de ontem, o documento valia bem menos: R$ 150, de acordo com a Polícia. O delegado titular da Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF), Jaime Paula Pessoa Linhares, explicou que a técnica de enfermagem Caroline Freire Oliveira, 23, falsificava os diplomas na residência dela e os negociava utilizando perfis falsos criados na rede social Facebook. Na tarde de ontem, Caroline foi presa por policiais da DDF, em casa, localizada na Rua Fiscal Vieira, bairro São João do Tauape, quando preparava uma entrega de oito diplomas.

Online
O titular da DDF explicou que a mulher utilizou o próprio diploma de conclusão do Ensino Médio como base para fraudar e falsificar os documentos que negociava. Além disso, ela não tinha contato com os compradores, realizando toda a negociação utilizando somente a internet. "Os certificados eram vendidos por dois perfis falsos criados por ela, com os nomes de "Milena Lima" e "Jorge Castro". A mulher utilizou o próprio diploma, digitalizou, e imprimiu utilizando uma impressora, dentro de casa. Ela também fabricou carimbos e falsificava as assinaturas necessárias. Os dados dos compradores eram escritos a mão", disse Linhares.
Para fazer as entregas dos documentos, Caroline contratava um motociclista, de forma que ela nunca tinha contato direto com os compradores. Os diplomas que seriam entregues ontem estavam nos nomes de Cristiane Dantas Baldez; Jéssica Clarice Tabosa de Carvalho; Luís Carlos Ferreira do Nascimento; Leonardo Martins de Souza; José Mazenir da Silva; Francisco Rafael da Silva Lourenço; Fabyo Amaral Martins; e Pedro Lucas de Almeida.
Segundo o delegado, todos também estão agora sob a mira da Polícia. "Todos esses compradores serão investigados por nós e poderão responder pelos mesmos crimes que ela: falsificação de documentos públicos, falsidade ideológica e uso de documentos falsos", afirmou.
O titular da DDF, Jaime Paula Pessoa Linhares, afirmou que as investigações sobre o caso vão continuar
Carimbos
O delegado afirmou que foram encontrados oito carimbos falsificados em poder de Caroline. Deles, dois eram de médicos, o que ainda levantou a suspeita de que a técnica de enfermagem também atuasse falsificando atestados médicos.
"Impressiona a facilidade que ela tinha para fabricar os carimbos. Dois deles, traziam os nomes de Márcio Castelo Branco e Antônio Borges Campos, identificados como médicos", disse o delegado titular da DDF.
Os trabalhos de investigação para chegar até a mulher demoraram mais de duas semanas, segundo informou Jaime Linhares. "Foram mais de 15 dias investigando, rastreando os contatos feitos pelo Facebook", apontou. Conforme o delegado, os dispositivos de segurança dos documentos deixam a desejar. "Isso preocupa pois não podemos afirmar sem investigação quando se trata de um documento verdadeiro ou falsificado", destacou o titular da Especializada.

Levi de Freitas
Repórter
Fonte: DN

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