segunda-feira, 20 de junho de 2011

SARGENTO DA PM ENVOLVIDO COM QUADRILHA DO IRANIANO FARHAD MARIZI É EXPULSO DA CORPORAÇÃO.

Libório era lotado na 7ª Companhia do 5º Batalhão da PM, em Fortaleza, e está preso em Campo Grande

 Está expulso da Polícia Militar o sargento Jean Charles da Silva Libório, atualmente preso na Penitenciária Federal da Campo Grande (MS). O policial é acusado de fazer parte do grupo de extermínio montado no Ceará pelo empresário iraniano Farhad Marvizi e teria o cargo de “organizador das operações” da quadrilha, apontada como responsável por mais de dez mortes.
A determinação de expulsar o sargento Libório foi tomada pela PM na última sexta-feira (17). O Diário do Nordeste Online teve acesso nesta segunda-feira (20) ao teor da decisão.
Um dos homicídios em que Libório teria envolvimento é apontado na decisão da PM. O crime aconteceu em agosto do ano passado, em Fortaleza, e teve como o empresário Carlos José Medeiros Magalhães e sua esposa, Maria Elizabeth Almeida Bezerra. Também são listrados outros crimes, a participação do sargento na quadrilha.


Serviço sujo
O Diário do Nordeste Online apurou na Justiça Federal que "as investigações, notadamente após os interrogatórios dos envolvidos, inclusive do próprio iraniano, não deixaram qualquer dúvida quanto à participação do sargento Libório na execução do casal Carlos José Medeiros Magalhães e Maria Elizabeth Almeida Bezerra, o qual teria acertado o 'serviço' sujo com o iraniano" e outras pessoas. Interceptações telefônicas foram usadas na investigação.
Três pessoas teriam sido contratadas para executar o chamado 'serviço sujo' na morte do casal. Objetos da casa foram roubados e um notebook do filho do casal foi encontrado pela Polícia Federal na residência do sargento Libório.  

Atos incompatíveis
A Polícia Militar aponta que "os atos perpetrados pelo acusado, totalmente incompatíveis com a função militar estadual, maculam a imagem da corporação e dos bons profissionais existentes em suas fileiras, sendo desonrosos e ofensivos ao decoro da profissão policial militar".
A decisão foi encaminhada à direção da Penitenciária Federal de Campo Grande, para que Libório seja comunicado.
Fonte: DN

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