23 de dezembro de 2010

BRIGA TERMINA EM MORTE NE CADEIA.

Um desentendimento numa partida de futebol foi o bastante para que ocorresse o assassinato e começo de um motim.

Uma briga entre dois detentos da Casa de Privação Provisória de Liberdade Desembargador Francisco Adalberto de Oliveira Barros Leal (CPPL de Caucaia) - na Região Metropolitana de Fortaleza - ontem pela manhã, resultou na morte de um deles e no começo de uma rebelião que foi contido rapidamente com a chegada de reforços da Polícia, inclusive do Batalhão de Choque (BpChoque).

O detento assassinado foi identificado como Francisco das Chagas dos Santos, que estava preso sob a acusação de estelionato, receptação e porte ilegal de arma de fogo.

O incidente ocorreu às 9h30, durante o banho de sol. De acordo com o major Deoclécio Aquino, supervisor do Policiamento da Capital, o problema teria começado por conta de um desentendimento durante uma partida de futebol realizada entre os detentos no último domingo (19). "Houve uma discussão, que virou briga, e a segurança foi acionada. Quando os policiais e agentes penitenciários chegaram ao pátio, já encontraram um dos presos morto a golpes de cossoco na altura da veia jugular", disse o oficial.

Flagrante
O detento Rafael Roberto Nascimento Silva confessou o crime. Ele está preso pela prática de assaltos à mão armada. Após o crime, Rafael foi contido pelos agentes prisionais e levado ao 23º DP (Conjunto Nova Metrópole) e autuado em flagrante por homicídio qualificado.

Trinta policiais militares do Comando de Policiamento da Capital (CPC), Força Tática de Apoio (FTA) e Batalhão de Choque da PM, além do carro-comando, foram mobilizados para conter o incidente, que poderia transformar-se em um grande motim. Rapidamente, de acordo com a PM, o tumulto foi controlado e os presos recolocados nas celas.

O corpo do detento foi levado para o Serviço de Verificação de Óbito (SV) no começo da tarde, acompanhado de uma guia cadavérica expedida pela Delegacia Metropolitana de Caucaia.

Neste período do ano, aumentam os riscos de fugas e rebeliões nos presídios e outras unidades carcerárias. Por conta disso, a Polícia Militar e a Secretaria da Justiça (Sejus) estão aumentando a segurança em todas as cadeias da RMF.
DN

Nenhum comentário: