domingo, 1 de março de 2020

PM'S E GOVERNO CHEGAM A ACORDO E PÕEM FIM A PARALISAÇÃO DA CATEGORIA


Os agentes resolveram aceitar a proposta definida pela comissão especial durante este domingo (1º) 

Os policiais militares em paralisação no 18º Batalhão decidiram pelo fim do movimento na noite deste domingo (1º). Os agentes resolveram aceitar a proposta definida mais cedo pela comissão especial formada por membros dos três poderes estaduais e por representantes dos PMs.  
A proposta feita pela comissão especial inclui os seguintes termos: 

  • 1 - Os policiais militares contarão com o apoio de instituições extragovernamentais, como Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Defensoria Pública e Exército; 
  • 2 - Os agentes terão direito a um processo legal sem perseguição, com amplo direito a defesa e contraditório, e acompanhamento das instituições de apoio; 
  • 3 - O governo do Ceará não vai transferir policiais para o interior do estado em um prazo de 60 dias, contados a partir do fim do motim; 
  • 4 - Revisão de todos os processos adotados contra policiais militares durante a paralisação; 
  • 5 - Garantia de investimento de R$ 495 milhões com o salário de policiais até 2022; 
  • 6 - Desocupação de todos os batalhões onde havia policiais amotinados até 23h59 deste domingo; 
  • 7 - Os policiais militares devem retornar ao trabalho às 8h desta segunda-feira, dia 2 de março.


A votação foi coordenada pelo ex-deputado federal Cabo Sabino, líder dos policiais envolvidos no movimento. Ele tem mandado de prisão em aberto. 
O pedido de anistia aos envolvidos, principal reivindicação dos PMs, permaneceu negada pelo Governo do Estado.  
"Hoje nós temos apoio do Exército, da OAB, da Defensoria Pública. Se esse movimento continuar, não saberemos como vai ser o dia de amanhã. Então votem com consciência e considerem que a gente pode ter algo muito bom para todos nós ou algo muito ruim para alguns de nós", comentou o deputado Soldado Noélio, que integrou a comissão especial como interlocutor dos policiais no diálogo com o governo. 

Fonte: DN

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