sábado, 3 de agosto de 2019

ESTUDO APONTA ITAPIPOCA COMO A CIDADE MENOS VIOLENTA DO NORDESTE. CONFIRA AS MAIS VIOLENTAS


Os dados correspondem ao ano de 2016. Maracanaú é considerado o município mais violento do Ceará, o quarto do Nordeste e a sexta nacionalmente. Capital cearense é a quinta mais violenta do Estado

A cidade de Itapipoca, localizado na região Norte cearense, é considerada a menos violenta do Nordeste, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Núcleo de Estudos da Violência da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), na Paraíba, divulgada no final do mês de julho. O município possui 126 mil habitantes e 14 homicídios registrados em 2016, no qual gerou uma taxa de 11,09%. 
Esse relatório é do “Ranking da Violência no Brasil. Diagnóstico dos Dados por Agressão. Cidades com 100 Mil habitantes e Mais”, da UFCG. Os dados foram resgatados do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM/DATASUS) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e correspondem ao ano de 2016.
O Ceará tem nove municípios no ranking. De acordo com o estudo, Maracanaú é a mais violenta do Estado, a sexta nacionalmente e fica em quarto lugar na lista relacionado ao Nordeste, perdendo apenas para três cidades da Bahia: Lauro de Freitas, Porto Seguro e Eunápolis. A Capital cearense é a quinta mais violenta do Estado.
Os demais municípios cearenses presentes no ranking são Juazeiro do Norte, Caucaia, Maranguape, Crato, Iguatu e Sobral. Veja a tabela.


Conforme dados do estudo, das dez cidades mais violentas em suas taxas de homicídios, cinco são nordestinas (três na Bahia, uma no Ceará e em Sergipe), três nortistas (no estado do Pará), uma sudestina (no Rio de Janeiro) e uma do centro-oeste (Goiás).

Fonte: O Povo

PARA A OAB, A PRISÃO DE ADVOGADOS ENVOLVIDOS EM ESQUEMA CRIMINOSO QUE BENEFICIAVA FACÇÕES FOI 'EXCESSO'


Por considerar que houve "excesso" na prisão dos profissionais, a OAB pediu a conversão das prisões

A Ordem dos Advogados do Brasil - Secção Ceará (OAB-CE) protocolou nesta sexta-feira (2) petição, solicitando prisão domiciliar para advogados investigados na "Operação Rábula", que revelou um esquema criminoso formado por advogados e funcionários públicos do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) e um policial. A OAB entendeu que houve "excesso" da operação ao determinar a prisão dos profissionais.
Na sexta-feira (2), seis dos oito mandados de prisão expedidos contra advogados cearenses foram cumpridos. Dois deles tiveram a prisão convertida para domiciliar, de acordo com a OAB. Três funcionários do TJCE e um policial, que também são investigados, se tornaram alvo de busca e apreensão na operação. 
De acordo com o Ministério Público do Ceará (MPCE), os advogados atuavam no esquema facilitando trâmites dos processos criminais que correm na Justiça, realizando fraude de documentos e até convocando testemunhas de defesa para depor em favor de integrantes de facções criminosas, visando a obtenção de propina. Dois advogados e um policial também teriam envolvimento com um grupo criminoso de Santa Catarina, que participa de furtos a caixas eletrônicos no estado do Ceará, conforme o MPCE.
A OAB defende o relaxamento da prisão, questionando o fato de os advogados terem sido colocados em celas da Delegacia de Capturas (Decap), na capital cearense, o que não está previsto nas prerrogativas da profissão, que prevê prisão diferenciada, em sala de Estado-Maior, que é uma espécie de cela especial, algo que não existe no Ceará.

"A OAB não está fazendo nenhum juízo de valor sobre as acusações, defendemos que elas devem ser rigorosamente apuradas. Mas entendemos que houve um excesso na prisão", explica Erinaldo Dantas, presidente da OAB.

Segundo Erinaldo Dantas, são fatos ocorridos "há muito tempo" e "não são crimes que representam uma ameaça à sociedade". "Não são crimes violentos contra a sociedade. Todos os advogados têm endereço fixo, têm bons antecedentes, então não seria o caso de uma prisão", ressalta o presidente.
Os membros da OAB também afirmam que estão realizando a análise de possíveis irregularidades do caso.

"Notamos que esses advogados foram acomodados em local inadequado. Então, nós estamos acompanhando essa situação. Nós entendemos que realmente houve um exagero", explica Márcio Vitor Albuquerque, diretor de prerrogativas da OAB.

Fonte: DN