quinta-feira, 4 de abril de 2019

FEMINICÍDIO! COSTUREIRA É MORTA PELO EX-MARIDO NA FRENTE DOS DOIS FILHOS E DA MÃE

Indivíduo matou a ex companheira a tiros
A vítima sofria muitas ameaças do suspeito. 'Você vai me pagar!', dizia ele, segundo a família.

A costureira Maria Rosemeire de Santana, de 38 anos, foi morta a tiros na noite desta terça-feira (2), dentro de sua casa, na frente de seus dois filhos e da mãe dela em Juazeiro do Norte, na região do Cariri. O suspeito é seu o ex-companheiro da vítima, Severo Manoel Dias Neto, 39, pai das crianças, que está foragido. O casal havia se separado ano passado, mas ele não aceitou o fim da relação.
O crime aconteceu, por volta das 20h, no conjunto do programa Minha Casa, Minha Vida, no bairro Brejo Seco. De acordo com a irmã da vítima, Roselania Santana, a costureira estava sentada na calçada, conversando com os vizinhos, quando percebeu a chegada do ex-marido. Imediatamente, ela correu e se trancou dentro do imóvel. No entanto, Severo arrombou a porta e entrou dentro da casa atirando.
“Não tinha para onde correr para canto nenhum. Depois, ele saiu na maior tranquilidade, com a arma na mão, com sangue frio, e fugiu com um comparsa”, afirma. As duas crianças, de 7 e 12 anos, ao verem o ataque do pai, deitaram-se no chão com medo de também serem alvos. Rosemeire chegou a ser socorrida para o Hospital Regional do Cariri (HRC), mas morreu minutos depois.

Denúncia de ameaça

Roselania conta que Severo, que está desempregado, já havia ameaçado sua irmã diversas vezes. No dia 21 de junho de 2018, a vítima havia denunciado Severo Manoel por ameaça. Através da Justiça, ela conseguiu uma medida protetiva, que foi descumprida, pelo menos duas vezes, no dia 21 de novembro do ano passado e no dia 15 de janeiro deste ano.


“Ele cansou de ameaçar minha irmã, minha família: ‘Você vai me pagar!’. Queria saber se ela tinha alguém. Passava atirando para cima. Minha irmã deu parte e ele foi preso. Ficou 10 dias, mas pagaram a fiança. Ele ficou frequentando a casa, mesmo assim”, lembra a irmã. Contrariada, Rosemeire justificava que ele era pai de seus filhos e permitia as visitas, mesmo com a medida protetiva.

A Delegacia de Defesa da Mulher de Juazeiro do Norte instaurou um inquérito para investigar o caso. A Polícia Civil aguarda o suspeito para prestar depoimento nas próximas horas. Se isso não acontecer, será representado um pedido de prisão preventiva. “A gente não tem notícias do seu paradeiro, infelizmente. Durante a investigação do primeiro descumprimento da medida, ela veio à delegacia e prestou depoimento falando sobre a situação”, lembra o escrivão Mario Gomes.
Este é o primeiro caso de feminicídio de Juazeiro do Norte em 2019. Nos últimos quatro anos, cinco crimes desta natureza foram registrados no Município.

Fonte: G1Ce

Um comentário:

Anônimo disse...

Rapaz pra que ser vê mesmo a medida protetiva eh?,Respondo pra nada,por que quando i indivíduo que matar a ex companheira ou a mulher com quem ele vive,mata,esse negócio de 300m de distância não vale,por que o cabra não vai obedecer os tais 300m....Quem perdi a guia são elas e as vezes eles que além de matar a mulher,ele se mata também ou escapa