quinta-feira, 30 de junho de 2011

GREVE DA POLÍCIA CIVIL CEARENSE PODE FECHAR 70% DAS DELEGACIAS.

Paralisação começa na manhã do próximo sábado (2), durante protesto na Praça do Ferreira, no Centro
Setenta por cento das delegacias distritais, metropolitanas e especializadas sediadas na Capital e Região Metropolitana de Fortaleza poderão ficar de portas fechadas para o público a partir das 8 horas do próximo sábado (2). A situação da Segurança Pública na Grande Fortaleza pode ainda piorar, já que há um movimento também na Polícia Militar que promete implantar, no mesmo dia, a operação ´Tolerância Zero´.

Com isto, além do atendimento reduzido nas DPs, pela greve dos inspetores, as delegacias de plantão poderão receber um grande número de pessoas detidas em flagrante, ou para averiguação, por parte das patrulhas da PM em circulação pela cidade, o que agravaria o quadro.A presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Ceará (Sinpoci), Inês Lima, explicou, ontem, o que motivou a categoria a decidir cruzar os braços.

Exigências
Uma das principais reivindicações apontadas pela direção do Sinpoci é o baixo efetivo da Polícia Civil do Ceará, principalmente de inspetores e escrivães. Segundo Inês Lima, o efetivo atual, formado por cerca de 1.800 profissionais, é insuficiente para que a categoria realize um bom trabalho.

"Para o tamanho da nossa população, o número de policiais é muito pequeno. Isto faz com que a única função deles seja vigiar os presos dentro das delegacias, quando na verdade eles deveriam estar investigando", denunciou.

Para a sindicalista, o governo do Estado deveria realizar um concurso público para a contratação de, no mínimo, sete mil novos policiais civis. Porém, na última terça-feira, a Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão (Seplag) anunciou um concurso público (ainda sem edital) que deverá destinar apenas 732 vagas para a Polícia Civil, o que não altera a decisão do Sinpoci de entrar em greve no sábado, após caminhada pelo Centro até a Praça do Ferreira.

Além do aumento de efetivo, a categoria reivindica melhores salários, direito de promoção para profissionais sem diploma de ensino superior, e a retirada dos presos das delegacias. Para o sindicato, os inspetores e escrivães devem receber cerca de 60% do que ganha um delegado da Polícia Civil. O valor desejado corresponde a aproximadamente R$ 4,7 mil.

Sobre os presos, a presidente lembrou do episódio que originou o resgate de detentos no 30º DP (São Cristóvão), ocorrido no último dia 23 de maio, em que o delegado plantonista, Domingos Sávio Diógenes, e um inspetor foram baleados. De acordo com ela, a fuga significou o estopim para que a realização da greve fosse confirmada, pois revela a insegurança a que estão sujeitos os policiais. Segundo Inês Lima, a greve acontecerá por tempo indeterminado. "Antes de qualquer decisão, queremos conversar com o governador", disse.

Secretaria
A Secretaria de Segurança Pública de Defesa Social (SSPDS), informou que só irá se pronunciar a respeito da paralisação dos policiais quando for comunicada oficialmente do fato.
Fonte:DN

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