VC REPÓRTER - CONTRIBUA CONOSCO E ENVIE FOTOS E VÍDEOS

VC REPÓRTER - CONTRIBUA CONOSCO E ENVIE FOTOS E VÍDEOS

quinta-feira, 12 de abril de 2018

BOA VIAGEM-CE: POLICIAIS CIVIS E GUARDAS MUNICIPAIS SÃO DETIDOS SOB SUSPEITA DE FORMAR QUADRILHA PARA FRAUDAR SEGURO DPVAT


Sete suspeitos, dentre eles dois policiais civis e dois guardas municipais foram presos na manhã de ontem, em Fortaleza e no Município de Boa Viagem, a cerca de 200Km da Capital. O grupo foi alvo da Operação Lampana, que investiga fraude no seguro DPVAT na cidade do Interior.
A operação foi deflagrada pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e Núcleo de Investigação Criminal (Nuinc) com a Promotoria de Justiça da Comarca de Boa Viagem e Polícia Civil do Estado do Ceará para desarticular a quadrilha especializada na prática de crimes como estelionato, falsidade ideológica e de documento público, uso de documento falso, corrupção ativa e corrupção passiva.
Os presos foram identificados como: Maria Clenes Rodrigues (realizava intermediação entre vítimas ou familiares e a Seguradora Líder); José Waldeci Freitas Vieira (guarda municipal); Elionésio Ferreira Maciel (realizava intermediação entre vítima ou familiares e a Seguradora Líder); Adriano Aerre Martins (guarda municipal); Zilma Ferreira de Castro (policial civil); Antônio Erivando Ribeiro Guedes (policial civil) e Valdenor Rodrigues da Silva, que também intermediava contato entre vítima ou família e a Seguradora Líder, se apresentou horas após as diligências.
Ao todo, foram expedidos oito mandados de prisão e 11 mandados de busca e apreensão. Um suspeito segue foragido, o médico José Carlos Martins Filho. Foram apreendidos aparelhos eletrônicos, como celulares e computadores, além de documentos, que devem auxiliar na investigação das fraudes.

De acordo com o Ministério Público, a investigação teve início em maio de 2017 após relatos acerca das ações ilícitas denunciadas por cidadãos de Boa Viagem ao órgão. Devido ao monitoramento e acompanhamento dos integrantes da organização criminosa foi possível identificar as ações.
O promotor Marcos William Leite, que participou da Operação Lampana, detalha que os policiais civis são escrivães e atuavam em Fortaleza. Segundo o promotor, a dupla era responsável por emitir Boletins de Ocorrência com fatos que não correspondiam à realidade. Já os guardas de Boa Viagem elaboravam relatórios de falsos acidentes.
"Os policiais registravam na Capital acidentes que falsamente aconteciam em Boa Viagem. Com base nesses documentos os atravessadores instruiam o processo de forma fraudulenta. Já sabemos de 20 ações do grupo", contou Marcos William.
Também conforme o promotor, um dos guardas teria confessado toda a ação da quadrilha. O suspeito disse receber de um atravessador, por mês, de R$ 300 a R$ 500 para participar do crime. 
A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) informou ter participado da execução da Operação Lampana por meio da Delegacia de Assuntos Internos e acrescentou já ter determinado as devidas apurações disciplinares contra os servidores públicos.


Fonte: Diário do Nordeste

Um comentário:

Anônimo disse...

Em Barroquinha tem várias pessoas com esse mesmo esquema. Que chegam a arrecadar mais de 100 por mês com a prática criminosa