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quarta-feira, 19 de julho de 2017

NOVE ANOS APÓS SER CONDENADO POR MORO, BEIRA-MAR REPETE TRÁFICO EM PRESÍDIO FEDERAL


Para seus subordinados, ele é o "Menino", o "Pai", o "Avô", o "Patrão". A opinião pública o reconhece como o traficante mais famoso do Brasil. Já a Justiça o classifica como um criminoso reincidente.
O detento Luiz Fernando da Costa, 50, conhecido pelo apelido de Fernandinho Beira-Mar, completa nesta terça-feira (18) exatos 11 anos cumprindo pena no sistema penitenciário federal.
Neste período, mesmo enclausurado em presídios de segurança máxima, ele foi condenado no ano de 2008 pelo juiz Sergio Moro por comandar uma quadrilha de tráfico de drogas, a partir de sua cela.
Em maio de 2017, nove anos após essa condenação, Beira-Mar foi flagrado novamente liderando um esquema idêntico em outra penitenciária federal. Segundo a PF, o grupo movimentou valores superiores a R$ 9 milhões, com ordens recebidas pela troca de bilhetes de dentro do presídio.
Um dos objetivos da criação de presídios federais é o de isolar líderes das facções criminosas e diminuir seu poder de influência nos sistemas penitenciários de origem. "Porém, sem a proibição permanente das visitas íntimas e sociais, esse objetivo não é alcançado", diz Carlos Augusto Machado, presidente do sindicato dos agentes penitenciários federais no Paraná.
Separadas por uma década, as operações Fênix e Epístolas demonstraram que Beira-Mar, um dos chefes da facção Comando Vermelho, burlou a vigilância federal, utilizando-se das visitas recebidas por ele e por outros presos nos presídios de Catanduvas (PR), Campo Grande (MS) e Porto Velho (RO). Atualmente ele está na unidade prisional de Mossoró (RN).

Esquema em Catanduvas

Em 18 de julho de 2006, Fernandinho Beira-Mar foi transferido para a então recém-inaugurada penitenciária federal de Catanduvas (PR). Desde 2002, Beira-Mar vivia trocando de presídio, após comandar os assassinatos de quatro traficantes adversários na Penitenciária de Bangu 1, no Rio.
Na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, seu último pouso antes de ingressar no sistema penitenciário federal, Beira-Mar foi flagrando passando ordens aos seus subordinados por meio de um telefone celular.

Uol

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