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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

GOVERNADOR ANUNCIA SAÍDA DO DELEGADO-GERAL DA POLÍCIA CIVIL. MUDANÇAS PODEM ATINGIR TAMBÉM A SSPDS, CASA MILITAR E COMANDO DA PM

Delegado-geral Andrade Júnior enfrentou várias paralisações de policiais civis, fugas e ataques em delegacias, mas aumentou o efetivo da Instituição e inaugurou diversas unidades no Interior

O governador do Estado do Ceará, Camilo Santana, anunciou, ontem, a saída do atual chefe da Polícia Civil cearense, delegado Andrade Júnior. O nome do seu substituto não foi ainda revelado, o que só deverá acontecer na próxima semana ou no início de 2017.
Até a nomeação de um novo delegado-geral que vai comandar os destinos da instituição na segunda metade do mandato de Camilo Santana, o órgão fica sob a responsabilidade do delegado Marcos Rattacaso, adjunto de Andrade Júnior.
Nos bastidores da Segurança Pública já há, também, boatos de substituição nos comandos da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), da Casa Militar do Governo e no Comando-Geral da Polícia Militar.

Dificuldades e avanços

Andrade Júnior comandou a Polícia Civil do Estado no mandato do ex-governador Cid Gomes e foi mantido no caso, por dois anos, pelo atual chefe do Executivo, Camilo Santana. Reconhecido como homem de Inteligência, ele esteve à frente da instituição em momentos difíceis, como, ao menos, três paralisações da categoria. A última greve trouxe muito desgaste para o delegado-geral.
Em um momento de irritação, Andrade Júnior chegou a chamar de “pilantras” alguns líderes da categoria de policiais civis que comandavam o movimento de paralisação das delegacias em todo o estado. Isto gerou uma reação dos policiais, que usaram as redes sociais para responder ao insulto. O governador Camilo Santana lamentou o fato.

Presos e ataques

Mas, em sua longa administração à frente da Polícia Civil, Andrade Júnior obteve várias conquistas para a instituição, como concursos para os cargos de delegados, escrivães e inspetores, inauguração de novas delegacias  regionais e municipais no Interior, expansão do número de delegacias plantonistas 24 horas e outros avanços importantes.
No entanto, enfrentou também uma onda de ataques a delegacias, com unidades sendo metralhadas. Outro fator que lhe causou muito desgaste foi a superlotação de presos nas delegacias, com dezenas de fugas, resgates e até mortes. Nem mesmo a sede da Delegacia Geral da Polícia Civil (DGPC), em pleno Centro de Fortaleza, escapou de uma invasão de bandidos que resgataram comparsas.

Fonte: Blog do Fernando Ribeiro

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