sábado, 30 de abril de 2011

ASSALTO, CERCO POLICIAL E RENDIÇÃO EM FORTALEZA.

Bandidos atacaram uma imobiliária, fizeram reféns, mas o local foi cercado pela PM. Houve negociação e prisão 

 O choro e o medo ainda presente no rosto dos funcionários de uma imobiliária situada na Avenida Edilson Brasil Soares, bairro Água Fria, após o fim de 30 minutos de tensão sob a mira de uma arma durante um assalto ocorrido na tarde de ontem, refletem o drama vivido por eles e pelo proprietário da empresa.
"A gente pensa que vai morrer a todo instante, principalmente depois que eles (bandidos) perceberam que estavam cercados, mas a sensação de sair vivo é muito boa", contou um corretor de imóveis (identidade preservada), contendo as lágrimas ao presenciar outra colega de trabalho chorar abraçada a um parente.
Invasão
Segundo o dono da imobiliária, Leonardo Brandão, por volta das 14h30, três homens invadiram o local, renderam os funcionários e anunciaram o assalto. "Eu ia saindo da minha sala, quando percebi um deles no corredor com a arma na mão. Voltei e liguei para o Ciops (Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança)".

Rapidamente, dezenas de policiais militares, sob o comando do major PM Deoclécio Aquino, supervisor do Policiamento da Capital, cercaram o local. Enquanto isso, dentro da imobiliária, Brandão e os funcionários estavam sob a mira de um revólver. Depois de roubar os pertences das vítimas, o trio foi surpreendido com a chegada rápida da PM. Acuado, Ozeias Pereira de Lima, 30, resolveu se render e saiu do prédio acompanhado do proprietário e fingindo ser uma das vítimas. Os dois foram detidos e Brandão avisou (por meio de gestos) aos militares que Ozeias era um dos três assaltantes. O major PM Deoclécio Aquino iniciou uma negociação e, cerca de 20 minutos depois, Paulo Monte da Silva, 28; e João Antônio Soares Damasceno, 23, também se entregaram.

Eles foram levados para o 13º DP (Cidade dos Funcionários) e autuados em flagrante pelo delegado José Antunes Teixeira, por crime de roubo com restrição de liberdade das vítimas.

Fonte: DN

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