sexta-feira, 26 de julho de 2019

AGIOTA CONFESSA TER ASSASSINADO PASSAGEIRA DE VEÍCULO DE APLICATIVO POR CAUSA DE UMA DÍVIDA DE R$ 1,5 MIL

Wellington Luís Esteves das Neves, 35, está detido numa cela do DHPP

Deverá ser transferido nas próximas horas para um presídio do Complexo Penitenciário de Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), o agiota e homicida Wellington Luís Esteves das Neves, 35, que está preso na carceragem do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no Bairro de Fátima. Ele confessou ter assassinado a passageira de um veículo de aplicativo. O crime ocorreu na noite da última segunda-feira (22).
A vítima do assassinato foi a jovem identificada como Milena Soares da Silva, 18 anos, que acabou morta com vários tiros no momento em que pagava a corrida em um carro de aplicativo no qual havia embarcado, minutos antes, no Terminal de Passageiros do Antônio Bezerra, na zona Oeste de Fortaleza.
Ao chegar ao seu destino, no bairro Dom Lustosa, a jovem foi atingida com vários tiros disparados à queima-roupa, tendo morte imediata. O motorista do automóvel ficou ferido com um tiro nas nádegas. A Polícia obteve imagens do local do crime e, no dia seguinte, identificou o suspeito. Wellington foi preso em sua casa, no mesmo bairro onde cometeu o assassinato.

Dívida e morte

Na Polícia ele contou que decidiu matar a mulher porque ela estava lhe devendo a quantia de R$ 1.500,00. Milena era do Interior e estava morando há pouco tempo em Fortaleza e trabalhava como vendedora em uma loja de shopping. Após contrair a dívida com o agiota, enfrentava problemas para quitá-la e acabou pagando com a vida.

Fonte: Fernando Ribeiro

JUSTIÇA DECRETA PRISÃO PREVENTIVA DE VEREADOR DE SOBRAL ACUSADO DE COBRAR DINHEIRO EM TROCA DE CARGO


O vereador Conselheiro Romário havia recebido penalidades brandas no fim de junho, mas descumpriu ordem de pagar fiança e de informar suas atividades à Justiça

O vereador de Sobral Romário Araújo (SD), conhecido como Conselheiro Romário, teve mandado de prisão expedido nesta quinta-feira (25). Ele é investigado por estelionato e crimes contra o patrimônio. A prisão preventiva havia sido assinada pela juíza Joyce Sampaio Fontenelle Durval na última terça-feira (23). A Polícia Civil em Sobral informou estar buscando o vereador, mas Romário ainda não foi localizado.
Em junho, a Polícia Civil já havia pedido a prisão preventiva do vereador, mas o Ministério Público do Ceará (MPCE) recomendou a aplicação de medidas cautelares mais brandas. Entre os casos investigados, estão denúncia de ele ter oferecido emprego a um grupo de pessoas em troca de dinheiro e um caso de venda indevida de vagas de táxi.
Além do afastamento do cargo de vereador, Romário deveria comparecer mensalmente à 3ª Vara Criminal da Comarca de Sobral, não se ausentar da cidade sem prévia comunicação escrita, não sair de casa durante a noite e nos finais de semana, nem manter contato com as vítimas. Ele ainda deveria pagar fiança de 100 salários mínimos, cerca de R$ 100 mil. 
O acusado, no entanto, descumpriu as obrigações. Romário não pagou a fiança e não compareceu à 3ª  Vara Criminal para prestar esclarecimentos de suas atividades, afirma a juíza Joyce Sampaio Fontenelle Durval, o que motivou a decisão. 
"Ressalte-se, entretanto, que a prisão cautelar não ofende o princípio da presunção de inocência", ressalta a juíza no documento.
Até a publicação desta matéria, Conselheiro Romário não foi localizado por telefone. A Câmara Municipal de Sobral também não atendeu às ligações da reportagem. 

PELA PRIMEIRA VEZ, JUSTIÇA DO CEARÁ REALIZA AUDIÊNCIA VIA WHATSAPP COM VÍTIMA QUE MORA FORA DO BRASIL


A ação está prevista no Código de Processo Penal.

Parte de processo contra seu ex-marido, por violência doméstica, uma mulher, que atualmente mora fora do País, foi ouvida pela Justiça cearense por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp. O depoimento foi colhido na última terça-feira (23) pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Maracanaú, município da Região Metropolitana de Fortaleza.
De acordo com o Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE), o uso do aplicativo como forma de colher depoimento de partes que estejam fora do Brasil é inédito no Ceará.
A ação está prevista no Código de Processo Penal: "a oitiva de testemunha poderá ser realizada por meio de videoconferência ou outro recurso tecnológico de transmissão de sons e imagens em tempo real".
O caso foi conduzido pela juíza Ricci Lôbo Figueiredo e o depoimento foi formalizado por meio de despacho com a presença do Ministério Público e Defensoria Pública.
Processo
O ex-esposo da vítima é réu em três processo de violência doméstica. A audiência ocorreu no âmbito do Movimento de Apoio ao Sistema Prisional (Masp), iniciativa do TJCE que julga processos de acusados que respondem a várias ações criminais

Fonte: G1Ce