sexta-feira, 21 de setembro de 2012

CANDIDATO A VEREADOR DE CARIÚS É PRESO POR TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS E POR COMPRA DE VOTOS.

Quinze pessoas foram presas em operação que desarticulou na manhã desta sexta-feira (21) um esquema no município de Cariús, a 411 km de Fortaleza, que envolvia compra de votos e tráfico de drogas. O candidato a vereador  da cidade, Ezivan Gonçalves de 47 anos foi preso acusado de ser um dos líderes de um grupo internacional de tráfico drogas e participar de corrupção eleitoral.


O candidato a vereador, que já havia cumprido pena por tráfico de drogas, é acusado de ser um dos chefes do grupo que trazia entorpecentes de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia para o Ceará. Ezivan utilizava o dinheiro vindo do tráfico para o uso de compra de votos, juntamente com sua esposa, a candidata a prefeita de Cariús, Natália Ferreira de 28 anos.


Em coletiva, Márcio Andrade Torres, Procurador Regional Eleitoral, e o delegado da Polícia Federal Eliomar Lima Júnior explicaram como a operação foi deflagrada. Foto: Kiko Silva

Natália foi presa apenas por corrupção eleitoral, pois sua participação no tráfico de drogas não ficou comprovada.A operação cumpriu 47 mandados judiciais, sendo 16 prisões, destas, sete prisões por corrupção eleitoral e oito prisões por tráfico de drogas, e 29 mandatos de busca e apreensão nas cidades de Fortaleza, Cariús, Iguatu, Jucás, Quixeramobim, Pacajús, além de mais 2 mandados de busca e apreensão no Estado do Mato Grosso. 


O candidato a vereador Ezivan Gonçalves foi preso acusado de ser líder de um grupo internacional de tráfico drogas e participar de corrupção eleitoral. Sua mulher, a candidata a prefeitura da cidade, foi presa por corrupção eleitoral. Foto: Reprodução

Além dos candidatos, foram presos dois colombianos, cearenses e duas pessoas do Mato Grosso. Além do crime de tráfico de drogas, parte dos presos responderá pelos crimes de corrupção eleitoral e captação ilícita de sufrágio.
Os presos estão sendo encaminhados para presídios da capital e do interior do Ceará, onde ficarão à disposição das Justiças Federal e Eleitoral. A operação foi deflagrada pela Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público Eleitoral e a Justiça Eleitoral do Ceará. 

Fonte: DN

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