Momento da prisão das advogadas irmãs Sâmya e Suellen Brilhante, há duas semanas
A Justiça mandou soltar, nesta terça-feira (13), 10 pessoas acusadas de envolvimento em uma organização criminosa que atuava na Justiça e em delegacias da Polícia Civil para beneficiar bandidos de facções criminosas presos em ações policiais. Entre os beneficiados com habeas corpus estão oito advogados.
Todos haviam sido presos preventivamente no último dia 5, na “Operação Rábula” realizada pelo Ministério Público Estadual (MP-CE), através do Grupo Especial de Atuação Contra o Crime Organizado (Gaeco); e pela Secretaria da Segurança Pública e de Defesa Social (SSPDS), através da sua Coordenadoria de Inteligência (Coin).
Nesta terça-feira, ganharam alvará de soltura os seguintes advogados: Fabíola Joca Nolêto, Socorro Maia Landim, Erlon Sílvio Moura de Oliveira, Ilomius Máximo Ferreira Saraiva, Hélio Bernardino e Samya Brilhante Lima.
Também já estão em liberdade outros quatro implicados nas investigações: Juliane da Costa Negreiros da Silva, Antônio Elton de Oliveira Lima, Francisco Santorélio da Costa Pontes e Luciano Firmino Bernardo Júnior. São três funcionários do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará e um policial militar.
Primeira quadrilha
Nas investigações realizadas pelos promotores, com a quebra de sigilo telefônico autorizada pela Justiça, foi descoberta a ação criminosa de dois grupos. Um deles tinha o envolvimento de duas advogadas, irmãs, que participavam direta e indiretamente de furtos em caixas eletrônicos em agências bancárias em Fortaleza. As advogadas Sâmya e Suellen Brilhante Lima. As duas irmãs tiveram prisão preventiva decretada.