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terça-feira, 2 de maio de 2017

TRATAR A PM TODA COM BASE NO MAU EXEMPLO DE UM POLICIAL É PRECONCEITO, PARCIALIDADE E IGNORÂNCIA

Quantas centenas de pessoas são abordadas pela polícia todos os dias sem que nenhum tipo de excesso aconteça? Não acho justo que julguem a corporação inteira da Polícia Militar pelo ato de um único de seus integrantes. Na ampla maioria dos casos, o treinamento que os militares recebem funciona.
Ademais, generalizações deste tipo carregam quase sempre três características: preconceito, extrema parcialidade e ignorância.
Preconceituosa porque antecipa um juízo negativo sobre o caráter e a atuação de milhares de servidores fardados do estado pelo comportamento de um só. A polícia é, através de tal preconceito, nivelada por baixo, quando o justo seria observar a enorme quantidade de pequenos e grandes exemplos diários de coragem e destemor que há dentro da corporação no exercício desta atividade de altíssimo risco, na qual boa parte dos seus críticos mijariam nas calças antes do fim do primeiro dia de serviço.
Extremamente parcial porque aplica a um grupo de servidores um padrão de avaliação que não aplica a todos os outros. Se a polícia toda merece ser julgada pelo comportamento de um só de seus integrantes, o mesmo padrão deveria valer para todos os demais grupos de trabalhadores. Assim fosse, os grevistas do dia 28 seriam todos vagabundos violentos, já que não faltaram relatos de gente – inclusive com a farda da CUT -, a promover espancamento de outros trabalhadores não aderentes ao movimento. E sabemos que tal conclusão seria absurda. Não vale nem para os grevistas e nem para a polícia.
Ignorante porque desconhece a realidade do exercício da profissão, sujeita a altíssimas doses de estresse e tensão. Sujeita, algumas vezes, a condições de inacreditável desproporção instrumental em relação à bandidagem que procura combater, com a vida e os sonhos dos soldados por um fio. Uma atividade que tem como foco a lida com os piores tipos de pessoas que existem no meio da sociedade e para a qual boa parte dos seus críticos não estariam preparados para exercer, nem mesmo após treinamento. Ser policial exige muito mais do que disposição para sê-lo. Exige o dom para a coisa, um senso incomum de disciplina e de respeito à civilidade.
Daí vem, também, a obrigação da própria polícia de não adotar com cidadãos de bem um comportamento que só bandido mereceria receber. Para bandido, aliás, já há uma enorme quantidade de direitos humanos que devem ser observados. O tapa na cara dado numa mulher em Fortaleza, por exemplo, não se justifica em hipótese alguma. Mesmo que ela o houvesse classificado como vagabundo, como dizem que aconteceu, não seria motivo para o tapa, e sim para uma detenção com base em desacato e, com mais bom senso, poderia até ter sido desconsiderada. O PM, obviamente, perdeu o controle e humilhou a mulher de maneira absurda. Apesar disto, o episódio NADA DIZ SOBRE A POLÍCIA COMO UM TODO. O PM foi afastado de suas funções e deve responder pelo que fez.
Por outro lado, é importante que tais episódios sirvam para impulsionar o aperfeiçoamento contínuo da preparação dos policiais para a atividade de rua.
Fico triste quando vejo nas redes sociais tantas pessoas falando mal da corporação inteira pelo filtro destes maus exemplos. Não é justo. Uma sociedade que está sempre pronta para fazer o julgamento mais pesado possível quando um policial erra, mas que não exige medalhas de reconhecimento em todas as vezes que ele acerta, não me parece saudável.

Por Gooldemberg Saraiva - editor do Diário de Quixadá

5 comentários:

Anônimo disse...

Concordo ja fui abordado varias vezes por policiais e nunca fui agredido por nenhum.nao e porque na policia tem policiais corruptos que a corporaçao toda vai ser corrupta,se fosse assim todas as familias que tem bandidos a familia toda seria bandidos.

Anônimo disse...

a policia tem q ser respeitadasem todas as ocasioes, mesmo o cidadao esteja certo, nao cabe a ele desrespeitar ninguem, e nem muito menos se exaltar com as autoridades, claro em meio a varios PM. batalhoes, esse policial, errou e errou feio. numa sociedade onde mulheres sao agredidas, portas, a violencia contra as mulheres so almenta,esse policial tem mae, deve ter irmas, sobrinhas, esposa, filha, vizinhos, ou será q ele esqueceu q a genitora dele foi uma mulher? mais respeito com as mulheres, esse ai é bola mucha... parabéns aos policias q tem um ardo trabalho em meio há uma sociedade hipocrita..

Anônimo disse...

Realmente, esse PM que agrediu a mulher em Fortaleza nem de longe representa a corporação, que existe para defender a sociedade e por ela é remunerada. Em todas as instituições existem bons e maus profissionais, e na PM não ia ser diferente.

Thiago Rocha disse...

Perfeito!

Anônimo disse...

Eu acho que esse policial ai nao ia fazer isso a toa alguma coisa aquela mulher fez pra levar essa bofetada,e digo mais essas mulheres nao todas mais a maioria se aproveita da lei pra se aproveitar da situaçao acha que pode fazer o que quizer falar o que quer e ficar por isso mesmo.depois que inventaram essa lei ao inves de diminuir morte de mulheres fez foi aumentar