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quarta-feira, 27 de abril de 2016

EM FORTALEZA, JUSTIÇA INTERDITA PENITENCIÁRIA COM 90% DE EXCEDENTE NO NÚMERO DE DETENTOS. A DE CAMOCIM EXCEDE EM QUASE 200%

Cadeia pública de Camocim
A petição da Defensoria Pública cita problemas graves da CPPL II, incluindo superlotação, condições de acomodações dos internos e deficiência na segurança

A Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor Clodoaldo Pinho (CPPL II), localizada no Complexo Penitenciário de Itaitinga, foi interditada pelo Poder Judiciário, na última terça-feira (27). A decisão atendeu a um pedido da Defensoria Pública Geral do Estado, formulado no dia 18 de abril.
Na petição, a defensora pública Aline Solano Feitosa de Carvalho relatou os problemas da unidade, incluindo superlotação, condições de acomodação dos internos e deficiência na segurança que potencializariam riscos de rebelião e fuga.  Conforme dados deste mês do Sistema Penitenciário (Sispen), a CPPL II possui capacidade para 952 internos, mas tem 1.810, o que representa um excedente de 90,13%. 
 “Solicitamos informações à direção da CPPL II sobre as condições de limpeza, segurança e confecção de certidões carcerárias do local. Recebemos como resposta que existem apenas quatro funcionários para realizar a limpeza e prestar outros serviços como entrega de alimentos aos internos. Apenas 15 agentes penitenciários ficam em regime de plantão”, afirmou Aline Carvalho.
O juiz Cézar Belmino, corregedor de presídios da Comarca de Fortaleza, que concedeu a liminar favorável, proibiu por tempo indeterminado, o ingresso de presos na unidade. Além disso, determinou que “os presos condenados que, eventualmente, estejam lotados na CPPL II sejam transferidos para estabelecimento prisional adequado para os regimes fechado e semiaberto”.
A Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado (Sejus) informa que ainda não foi notificada da decisão do juiz corregedor de presídios, que interdita a CPPL II. “Assim que receber a decisão judicial, cabe à Sejus somente o cumprimento da determinação”, informou a Instituição. (com informações do DN)

Cadeia de Camocim

Segundo nos informou o agente penitenciário Kelyton Lima, administrador da cadeia, a capacidade da unidade de Camocim é de cerca de 65 detentos, no entanto atualmente existe cerca de 180 internos somente no regime fechado naquela unidade, um excedente de quase 200%.
Na cadeia de Camocim apenas um agente penitenciário plantonista é responsável pelo atendimento destes quase 180 detentos. Um absurdo! Aqui também têm muitos problemas na unidade (superlotação, más condições de acomodação dos internos e deficiência na segurança - apenas dois policias - que potencializariam riscos de rebelião e fuga).
Vale ressaltar que a cadeia pública de Camocim está localizada em pleno centro da cidade, em frente a um banco federal, ao lado do fórum, há 50 metros da prefeitura e da câmara dos vereadores e envolto a inúmeras lojas.

Camocim Polícia 24h

EM MEIO AO CAOS NO SISTEMA PENAL, SECRETARIA DE JUSTIÇA VAI BANCAR JOGO DE XADREZ NOS PRESÍDIOS AO CUSTO DE R$ 60 MIL


Em meio a um cenário de fugas, rebeliões e o domínio de facções criminosas no Sistema Penal cearense, a Secretaria da Justiça e da Cidadania (Sejus), responsável por administrar as unidades prisionais do Estado, resolveu gastar dinheiro com o divertimento dos detentos, numa clara demonstração de gasto inútil com o dinheiro público. Firmou convênio no valor de R$ 60 mil para os presidiários aprenderem a jogar xadrez.
A denúncia está confirmada através do Diário Oficial do Estado (DOE), que publicou em sua mais recente edição o processo de número 8089294/2016, assinado pelo secretário-adjunto da Pasta, Sandro Camilo Carvalho, em que o órgão firma contrato com a Federação Brasileira de Xadrez. A entidade esportiva receberá R$ 60 mil, sem licitação, para oferecer jogos de xadrez aos internos dos presídios.
Na justificativa para tal feito, a Sejus alega que o contrato, “visa sensibilizar os apenados dos benefícios em jogar xadrez fazendo uma reflexão sobre o que podemos absorver na prática do jogo de xadrez, promovendo a resignação de valores éticos e morais”. E mais: “reunir condições para o desenvolvimento de habilidades intelectuais e psicológicas através do xadrez”.
Enquanto o dinheiro público é desperdiçado pela Sejus, o Governo do Estado ainda não conseguiu por em prática a recém-aprovada lei estadual que determina o bloqueio do sinal de celular nos presídios. A situação caótica dos presídios tem levado a constantes fugas, rebeliões, assassinatos e depredações, além da ação contínua das facções criminosas que determinam assassinatos e comandam o tráfico de drogas de dentro das cadeias cearenses.

Por Fernando Ribeiro

EM CAMOCIM, POLÍCIA MILITAR PRENDE HOMEM ARMADO COM FOICE E FACA NO CENTRO DA CIDADE

Um homem de 28 anos identificado como Paulo Roberto da Conceição foi preso por policiais da FTM após ser flagrado armado com uma foice e uma faca. Era por volta das 10h00 desta quarta-feira, 27, quando populares ligaram informando que um indivíduo em atitudes suspeitas estava armado com uma foice e uma faca trepado em cima de uma árvore em um quintal localizado da Rua Santos Dumont, Centro, próximo ao Cred IV.
Os policiais foram acionados e quando chegaram ao local foram informados que o indivíduo já havia fugido. Os pm’s passaram a diligenciar pelas redondezas e conseguiram captura-lo já na Rua 24 de Maio, próximo ao Ceja. Com ele os pm’s encontraram as arma e então deram voz de prisão e o conduziram para a DPC onde o caso foi apresentado ao delegado plantonista que o enquadrou por crime de porte de arma branca, artigo 19 da LCP.

Efetuaram a prisão: Sds Edirlessandro, Sds Gleison Pereira, Wilker e M. Xavier

Camocim Polícia 24h

ESTRESSE, TABU E HIERARQUIA: POR QUE OS POLICIAIS PRATICAM TANTOS SUICÍDIOS?


Infelizmente tivemos mais um caso de suicídio, envolvendo um policial militar aqui no Ceará, o texto abaixo destrincha o que vem ocorrendo no Rio de Janeiro e  que pode ser aplicado aqui no estado, assim como em outros locais do país.
Além do risco de morrer em combate, policiais também têm uma chance maior de se suicidar. Longas jornadas de trabalho, afastamento da família, desvalorização profissional e falta de acompanhamento psicológico contribuem para que isso ocorra.
Lançado no final de março, o livro “Por que Policiais se Matam?”, do Grupo de Estudo e Pesquisa em Suicídio e Prevenção (Gepesp) da Universidade Estadual do Rio de Janeiro em parceria com a PM fluminense, aponta que policiais militares do Rio de Janeiro tiveram em 2009 uma chance 6,6 vezes maior de cometer suicídio do que a média da população do Estado. O problema se repete em outras polícias do país, mas é um tabu. E a falta de notificação dos casos sugere que é ainda mais grave, aponta o trabalho.
Realizado a partir de parceria entre cinco psicólogas da Polícia Militar e pesquisadores da Uerj de diferentes áreas, o trabalho afirma que 10% dos 224 policiais militares entrevistados pelo estudo tentaram suicídio, e 22% pensaram em fazê-lo. “Apesar da gravidade do problema, o suicídio entre policiais não tem recebido a devida atenção do poder público nem das organizações policiais internacionais e nacionais”, diz o livro.
58 Policiais militares se suicidaram no Estado do Rio de Janeiro entre 1995 e 2009, segundo dados da Polícia Militar.
55 Desses suicídios ocorreram nos dias de folga. Segundo o estudo do Gepesp com a Polícia Militar, é provável que haja subnotificação de casos.